Deslocamentos 4D – reunião 26/04/2018

Salve pessoal!
Seguem minhas notas de uma reunião que fizemos em abril deste ano. Peço perdão pelo formato “telegráfico”, mas acho melhor isso do que não haver relato.
Participantes:
Tarson Nunez, Aline Bueno, Vanessa Marx, Cleiton Chiarel, Jorge, Fabiane Weiter, Alexandre Santos
  1. Cibele – PUC
    1. trabalho no 4D em suas disciplinas
    2. produção de pesquisa – inventário da ambiência dos imóveis de interesse cultural
    3. modelagem do 4D em trabalhos acadêmicos
    4. recente prêmio nacional de equipe da PUC com projeto de revitalização
    5. interação com o Masterplan da Prefeitura Municipal
  2. Tarson – FEE
    1. economia criativa
    2. Modelo de desenvolvimento econômico sinérgico com o 4D
  3. Cleiton – INSPE
    1. Mapa da Economia Criativa de POA (2015)
    2. Projeto Convivendo com Inundações para Banco Mundial (atual)
  4. Jorge Pinheiro – INSPE
    1. Projeto Convivendo com as Inundações
    2. Experincia em Gramacho/RJ
    3. Economia da Reciclagem no 4D
  1.  Fabiane – pesquisadora da UNISC
    1. Tese, arquitetura do setor criativo
    2. mancha e circuito – percurso etnográfico das atividades e bens do setor criativo
    3. campo na Vila Flores
  2. Vanessa Marx – Sociologia UFRGS
  3. Luis Henrique
    1. mestrando sociologia UFRGS
    2. dissertação transformações de territorialidade com o 4D e economia criativa
  4. Aline Bueno
    1. fundadora do Vila
    2. mestre pela UNISINOS – ecossistemas criativos
    3. mapa 4D da economia da cultura e economia criativa
Discussão
Aline
  1. Espaços de fornecimento de mercado para makers, eletrônica, marcenaria-ecossistema local
Cleiton
  1. Falta de organização, mas enorme potencial dos coletores
  2. Economia da reciclagem
  3. Inundação dos prédios da arena – desvalorização dos imóveis
  4. Ocupação Santo André
    1. 400 famílias
    2. terreno privado
    3. falta de infra total
Alexandre
  1. Humaitá é uma região muito especial na cidade
  2. durante muito tempo foi reserva de mercado para mercado imobiliário
  3. PIEC promoveu remoções ao invés de usar a função social da propriedade
Jorge
  1. Moradias no Farrapos são usadas como moedas de troca
  2. currais eleitorais para Vereadores
  3. Comércio informal da moradia
  4. impossibilidade de realizar políticas públicas por que há um interesse em manter a situação de precariedade
Aline
  1. Curioso notar nomes das 35 praças da Vila Farrapos
Vanessa
  1. Nomes de rua x questão de gênero
Fabiane
  1. Levantamento das reuniões sobre o plano diretor de PoA – IAB, UFRGS, Associação Comercial de PoA (ACPE)
  2. referencias de Suécia, Barcelona, Smart Cities
  3. Importação de cultura x necessidades básicas
  4. Verticalidade ocupando o espaço focando na valorização do espaço
  5. Discursos não se encontram
  6. governança urbana – não há na prática
Alexandre
  1. Uso do CMDUA como ferramenta para desconstrução do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental
  2. Núcleo de Pesquisa da UFRGS – participação no projeto Brasil Cidades
  3. disputa de espaço político no CMDUA – obtenção de maioria e retomada de espaço
  4. Revisão do PDDUA
  5. possibilidade de propor algo para ter mais força
  6. necessidade de plataforma para registro
Vanessa
  1. A cidade que queremos
  2. Desconstrução dos espaços de participação via governança
  3. espectro amplo do conceito de governança
  4. Coletivo cidade que queremos
    1. nasce do desejo de contrapor a fragmentação dos movimentos sociais
    2. Lucimar (PROPUR) está bem envolvida e está chapa da RP1
  5. Iniciativa que nos unem
  6. Observatório das Metrópoles
Tarson
  1. Fragmentação das iniciativas sociais
  2. entropia generalizada, inclusive na UFRGS
  3. dificuldade de diálogo
Aline
  1. Necessidade de ferramentas que nos unam
  2. não re inventar a roda novamente
  3. Uso de blog para registro – administração compartilhada
Jorge
  1. Catadores não querem ser organizados deveríamos querer organizá-los
  2. é preciso reconhecer como vivem e trabalham
  3. sob nossa ótica isso choca, mas é um julgamento de uma ótica de classe média
Cibele
  1. Mas há um problema de infraestrutura e dignidade
Vanessa
  1. Necessidade de um processo educacional associado a inclusão social
  2. infra não é tudo, mas é importante
Alexandre
  1. Como conectar o investimento privado (atividades econômicas ou imobiliárias) com as demais sociais do 4D
  2. que políticas públicas poderíamos propor para capturar os lucros privados?
  3. Que propostas podemos trazer?
Aline
  1. Diferenças dos bairros são importantes e devem ser valorizadas
  2. 4D: unidade complexa
  3. Gostaria de ver um olhar ecossistêmico sobre as diversas dinâmicas que ocorrem no 4D
  4. ex: teatro como nicho do ecossistema
    1. suprimentos de marcenaria
    2. maquiagem
    3. Taxi/transporte
    4. etc
  5. São Geraldo- produção de cerveja
  6. Navegantes – costureiras e fornecedores de gastronomia
  7. Farrapos – vida urbana e comércio local
  8. Humaita – parque e potencial de educação ambiental
  9. Roselia apresentou pesquisa sobre situação social dos bairros do 4D para empresários do Humaitá – pesquisa qualitativa
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Masterplan 4D

Operação Urbana Consorciada para Revitalização Urbana e Reconversão Econômica do 4º Distrito de Porto Alegre.
O Masterplan do 4º Distrito de Porto Alegre foi contratado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre junto à Fundação da Escola de Engenharia (FEEng) em abril de 2016.
Este plano foi previsto na Ação 1716 Plano de Desenvolvimento Estratégico do 4°D do PPA de 2014/2017, inserido no Programa Desenvolver com Inovação.
O território chamado 4° Distrito consta no Plano de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre-PDDUA, Lei Complementar 434/99, em suas Estratégias e nos instrumentos de regulação para a intervenção no solo (art. 49, inciso V-Projetos Especiais); especificamente no artigo 83, inciso V, há a previsão do 4° Distrito como Área
de Revitalização Urbana com Reconversão Econômica.
O Núcleo de Tecnologia Urbana – NTU|UFRGS foi contratado para desenvolver o Masterplan; a Simulação do Potencial Construtivo no Setor Experimental; a caracterização e configuração da Estrutura de Mobilidade e das Redes de Infraestrutura no território; e a redação da minuta de lei complementar.

Universidade La Salle Aula debate perspectivas para 4º Distrito de POA

As comunidades de Canoas e outras cidades da região metropolitana de Porto Alegre estão convidadas para a Aula Aberta: Perspectivas para o 4º Distrito de Porto Alegre, que acontece no dia 9/05, às 17h, na Sala 302, do prédio 8, no campus em Canoas. Um dos palestrantes é o Sr. Jorge Piqué, Diretor da UrbsSNova e representante da Sociedade Civil no processo de revitalização do espaço. O 4º Distrito é formado pelos bairros Floresta, São Geraldo, Navegantes, Anchieta, São João, IAPI, Passo D’Areia, Humaitá e Farrapos.

No mesmo dia acontece o lançamento do livro “Porto Alegre: o despertar do 4º Distrito”, idealizado pelos alunos do PPG em Memória Social e Bens Culturais da Universidade La Salle. A atividade é gratuita e não é necessário se inscrever.

http://unilasalle.edu.br/canoas/noticias/aula-4-distrito-2018/

Espaços Artificiais: Porto Alegre 4D

Dia 10/05/18 às 18h30 no Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS

ENFOQUE
Uma cidade artificial é uma cidade projetada, criada do zero. Projetos contemporâneos de revitalização urbana podem ser considerados projetos de espaços/partes de cidades artificiais quando o foco do projeto não está na população residente, ao contrário, desencadeiam processos de gentrificação e de atração de população externa. A partir do caso do projeto Porto Alegre 4D serão abordadas questões como o aperfeiçoamento das práticas de empreendedorismo urbano, os novos instrumentos financeiros e arranjos institucionais, os objetivos do projeto, a relação com a população residente e a transparência/participação dos atores no processo projetual. Esta visão se dará a partir do Porto Alegre 4D em diálogo com projetos que utilizam arranjos semelhantes como a Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha no Rio de Janeiro e o modelo 22@Barcelona. O objetivo é, portanto, mostrar o caráter prático operacional dos projetos urbanos desta natureza. Se trata de uma política de organização espacial de uma parte da cidade. O argumento enfatiza como a vida da população do quarto distrito é desvalorizada. O projeto não é feito para aquele lugar e menos, ainda, para as pessoas que lá residem, mas sob a aparência de um desenho técnico que beneficia grupos e setores econômicos.

A atividade faz parte do plano de Extensão – 4º DISTRITO: DIÁLOGO ENTRE ATORES SOCIAIS E CONHECIMENTO SOBRE O TERRITÓRIO

PALESTRANTE: Clarice Oliveira
Arquiteta e urbanista, mestre e doutoranda em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR-UFRGS, com doutorado-sanduíche CAPES realizado na Oxford Brookes University. Integrante do CPLAB -UFRGS (Cidade em Projeto – Laboratório de Pesquisa, Ensino e Extensão). Foi professora substituta do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura – UFRGS e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG). Trabalhou na elaboração de Planos de Habitação de Interesse Social (PHLIS) para cidades no interior de Minas Gerais. Atualmente é vice-presidente do IAB RS e integra o núcleo Porto Alegre do BRCidades.

PUBLICO-ALVO
O evento é GRATUITO e aberto ao público em geral. É especialmente direcionado a alunos e professores da UFRGS – Faculdade de Arquitetura (Disciplinas Projeto Arquitetônico 2 e Urbanismo 4, sob responsabilidade das professoras Ana Elísia Costa e Heleniza Campos) e IFCH (Disciplina Estudos de Sociologia Urbana, sob responsabilidade da professora Vanessa Marx).

Reconhecer – Olhar o urbano através do detalhe

A proposta vencedora do URBAN21, intitulada Reconhecer – Olhar o urbano através do detalhe, partiu do entendimento de que é preciso buscar o equilíbrio entre duas posturas ainda vigentes: de um lado, o saudosismo que prega a intocabilidade do legado histórico, considerando qualquer nova ação intrusiva à memória; e, de outro, a maior permissividade à modernização irrestrita que substitui, com a inserção de novas edificações, os momentos já vividos.

Para o grupo de alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), de Porto Alegre, é preciso continuar construindo a história, sem desdenhar dos ganhos do passado e incorporando traços do contemporâneo ao substrato de outros tempos. O 4º Distrito de Porto Alegre foi escolhido como área de estudo. Trata-se de uma antiga zona industrial, ligada ao principal acesso à cidade e muito próxima ao centro histórico. Atualmente, possui muitas edificações subutilizadas ou em desuso, assim como grandes áreas livres.

Link para o post completo: https://www.arcoweb.com.br/projetodesign/arquitetura/urban-21-1-lugar-1

Mapa4D

http://deslocamentos4d.com.br/mapa-4d/

O Mapa 4D nos provoca a explorarmos e nos deslocarmos pelos bairros que compõem o 4º Distrito de Porto Alegre: Floresta, São Geraldo, Navegantes, Farrapos e Humaitá. O objetivo do mapa é mostrar a diversidade de atividades e espaços relacionados à Economia da Cultura e Economia Criativa nesse território de 12 km². A busca pelos locais, sejam empreendimentos, associações ou espaços públicos, teve como norte um entendimento amplo que passa pela criação, produção, distribuição e fruição de um projeto criativo e/ou cultural. Englobando também as atividades educativas e de aperfeiçoamento nos mais diferentes segmentos artísticos e culturais. O mapa não pretende ser exaustivo e é apenas uma começo de levantamento que certamente mudará com outros focos e o aprofundamento futuro da pesquisa.

Floresta

No bairro Floresta encontramos inúmeros ateliês de artistas visuais e espaços culturais onde é possível ir a uma exposição de arte, a uma apresentação musical, teatral ou de dança. Há uma grande variedade de empreendimentos de diferentes segmentos criativos como moda, design e arquitetura. Destacam-se também os empreendimentos relacionados à gastronomia como bares e restaurantes. Assim como escolas de artes e de atividades corporais.

São Geraldo

Já o bairro São Geraldo conta com uma quantidade significativa de cervejarias. É uma região onde apreciadores e produtores de cerveja artesanal se encontram. Há restaurantes da culinária italiana e alemã remetendo à história das etnias que povoaram o bairro em seus primórdios. Também concentra uma ampla gama de fornecedores de matérias primas (como madeiras e metais), materiais e equipamentos para arquitetos, designers e makers.

Navegantes

O Navegantes é outro bairro que concentra os mais diversos fornecedores de quem trabalha com projetos criativos e culturais, sejam eles quais forem. Percebe-se que existem muitos fornecedores para a área gastronômica, tanto atacado quanto varejo. Há também sedes de associações e instituições que promovem atividades culturais e educacionais de diferentes áreas.

Farrapos

O bairro Farrapos possui mais de 30 praças onde os moradores realizam atividades de lazer. Os pequenos comerciantes e prestadores de serviço da região ativam a vida urbana do local com seus bares, restaurantes, oficinas, entre outros empreendimentos que atendem a comunidade. Dentre os cinco bairros do 4º Distrito, o Farrapos é o que conta com o maior número de moradores: 18.986 (dados do censo de 2010 feito pelo IBGE).

Humaitá

No bairro Humaitá, prioritariamente residencial, está o vasto Parque Mascarenhas de Moraes. Nos 18 hectares do parque há uma área de preservação ambiental (com um dormitório de garças), quadras de esportes como futebol 7 e vôlei, equipamentos esportivos, churrasqueiras e quiosques cobertos. É neste bairro que se localiza o estádio de futebol Arena do Grêmio e diversos pontos de encontro de seus torcedores.

Empresários do 4º Distrito querem ampliar ações

Notícia da edição impressa de 27/04/2018.
Igor Natusch Localizada no chamado Quarto Distrito, a região formada pelos bairros Farrapos, Humaitá e Navegantes, em Porto Alegre, tem grande concentração de vilas e moradias precárias, além de ser território para grandes contingentes de moradores de rua. Ao todo, 26% dos moradores da área vivem sem nenhum tipo de rendimento formal. Diante desses números, a Associação das Empresas dos Bairros Humaitá e Navegantes (Aehn) resolveu elaborar um diagnóstico social da área, buscando identificar as necessidades da região e coordenar de forma mais efetiva as ações de responsabilidade social promovida pelo empresariado local. O estudo, promovido desde o final do ano passado pela consultoria Gênese Social, foi apresentado na quinta-feira. Foram promovidas entrevistas com associados e com agentes locais, como ONGs e redes governamentais. O evento Porto Alegre – Cidade Anfíbia, promovido em agosto do ano passado por um grupo de extensão do Centro Universitário Metodista IPA, teve grande interesse da comunidade, o que serviu como gatilho para acelerar o estudo. De acordo com o presidente da Aehn, Luiz Carlos Camargo, é preciso que os empresários não se concentrem apenas em ações de infraestrutura – como, por exemplo, os reparos na Casa de Bombas 5, importante para combater os alagamentos da área -, mas também em tratar socialmente as pessoas que moram na região. “Queremos dar subsídios para que nossos associados possam tomar melhores decisões na hora de auxiliar em projetos sociais, culturais, esportivos e filantrópicos”, afirma. “Muitas vezes, as empresas acabam fazendo ações com caráter disperso. Com uma estratégia conjunta, é possível reunir ações e acessar adequadamente leis de incentivo”, acrescenta Roberto Nehme, professor do IPA e integrante do grupo de trabalho voltado à responsabilidade social da Aehn. Segundo Rosélia Araújo Vianna, consultora da Gênese Social e coordenadora do levantamento, o diagnóstico aponta que o empresariado dá sinais de desconhecer as questões sociais da região, e que apenas 29% dos que promovem doações fizeram uso de isenção fiscal para as ações sociais adotadas. O desconhecimento teria papel significativo na não adoção desses mecanismos. “A falta de comunicação entre esses atores acaba dispersando esforços e causando desperdício de recursos”, alega Rosélia. Entre as medidas sugeridas está a colaboração de empresas locais com as decisões de responsabilidade social de grandes empreendimentos na região, além de estimular ações de aproximação estratégica e fortalecer o Projeto Pescar, financiado a partir de deduções do Imposto de Renda e que atua junto a jovem em situação de vulnerabilidade social. – Jornal do Comércio